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Alesp homenageia lideranças e fortalece apoio à Parada LGBTQIAP+ Periférica em ato dedicado à diversidade cultural

Evento reuniu representantes do poder público, movimentos sociais e coletivos culturais para reconhecer iniciativas voltadas à inclusão, ao combate à discriminação e à valorização da cultura produzida nas periferias paulistas.

Por Redação | De Olho São Paulo

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) recebeu, nesta segunda-feira (25), o ato solene “A Cultura de Todas as Cores”, iniciativa que reuniu parlamentares, representantes do poder público, lideranças comunitárias, artistas, ativistas e movimentos sociais em defesa da diversidade e dos direitos da população LGBTQIAPN+.

Realizado no Auditório Teotônio Vilela, o encontro teve como principal objetivo reconhecer pessoas e organizações que atuam na promoção da inclusão social, do respeito às diferenças e do fortalecimento da Parada LGBTQIAP+ Periférica, movimento que busca ampliar a visibilidade de artistas, produtores culturais e lideranças que vivem e atuam nas periferias da capital paulista.

Autor da homenagem, o deputado estadual Jorge Caruso (MDB) destacou que o Parlamento deve atuar como espaço de escuta, diálogo e construção de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades. Durante seu pronunciamento, o parlamentar afirmou que compreender a diversidade da população é uma responsabilidade das instituições democráticas.

Segundo Caruso, reconhecer pessoas que desenvolvem ações voltadas ao respeito e à inclusão representa um passo importante na construção de uma sociedade mais justa. O deputado também ressaltou que iniciativas culturais desempenham papel fundamental no enfrentamento ao preconceito e na valorização da convivência democrática.

A cerimônia homenageou pessoas que contribuem para o fortalecimento da Parada LGBTQIAP+ Periférica, iniciativa criada para ampliar o espaço de artistas independentes, coletivos culturais e produtores das periferias. Diferentemente dos grandes eventos concentrados nas regiões centrais, o movimento busca descentralizar o acesso à cultura e fortalecer manifestações produzidas nos territórios periféricos.

Além da realização do desfile, a Parada LGBTQIAP+ Periférica desenvolve atividades ligadas à música, dança, teatro, artes visuais, empreendedorismo e formação cidadã. Para organizadores, a proposta vai além da celebração da diversidade, funcionando também como instrumento de inclusão social, geração de oportunidades e fortalecimento da economia criativa.

A organização da solenidade contou com o apoio de Rodrigo Rodrigues, representante do coletivo Diversidade da Zona Sul, responsável pela entrega dos certificados aos homenageados. O reconhecimento foi direcionado a pessoas que atuam na defesa dos direitos humanos, na promoção da cultura e no desenvolvimento de ações comunitárias em diferentes regiões do Estado.

A mesa de autoridades reuniu representantes de diferentes esferas do poder público. Entre os participantes estavam Leonardo Luiz Conde de Souza, coordenador de Políticas Públicas de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo; Tato Oliveira, representante da Secretaria Municipal de Governo; Lívia Alves, representante da Casa Civil da Prefeitura de São Paulo; e Robson Aguiar, assessor parlamentar.

Durante o encontro, participantes destacaram a importância da construção de políticas públicas permanentes voltadas ao enfrentamento da discriminação e à garantia de direitos da população LGBTQIAPN+. Também foi defendido o fortalecimento de iniciativas culturais desenvolvidas nas periferias como estratégia de combate à exclusão social.

Nos últimos anos, movimentos culturais periféricos têm ocupado espaço cada vez maior nas discussões sobre cidadania e direitos humanos. Além da produção artística, muitos coletivos desenvolvem projetos de formação, acolhimento, geração de renda e promoção da diversidade em comunidades historicamente marcadas pela desigualdade social.

Especialistas em políticas públicas apontam que eventos como esse contribuem para ampliar o diálogo entre movimentos sociais e instituições públicas, permitindo que demandas relacionadas à cultura, educação, saúde, segurança e combate à violência sejam incorporadas às agendas governamentais.

A realização da solenidade também reforça o papel da cultura como instrumento de transformação social. Para além das manifestações artísticas, iniciativas como a Parada LGBTQIAP+ Periférica promovem pertencimento, fortalecem identidades e ampliam espaços de participação política de grupos historicamente invisibilizados.

Ao reconhecer lideranças comunitárias, artistas e ativistas, a Assembleia Legislativa também evidencia a importância da participação da sociedade civil na construção de políticas voltadas aos direitos humanos e à valorização da diversidade cultural no Estado de São Paulo.


ENTENDA

O que é a Parada LGBTQIAP+ Periférica?

É um movimento cultural e social que busca ampliar a visibilidade da população LGBTQIAPN+ nas periferias, promovendo atividades artísticas, culturais, educativas e de conscientização sobre direitos humanos.

Qual foi o objetivo do ato na Alesp?

Reconhecer pessoas e instituições que contribuem para o fortalecimento da diversidade, da cultura periférica e das políticas públicas voltadas à inclusão social.

Quem participou?

Parlamentares, representantes da Prefeitura de São Paulo, movimentos sociais, coletivos culturais, lideranças comunitárias e ativistas dos direitos humanos.


MARCOS LEGAIS RELACIONADOS

  • Constituição Federal de 1988 (artigos 1º, 3º e 5º).
  • Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU – 1948).
  • Princípios de Yogyakarta (2006), sobre direitos humanos relacionados à orientação sexual e identidade de gênero.
  • Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/2010).
  • Lei Estadual nº 10.948/2001 (Estado de São Paulo), que estabelece penalidades administrativas para atos de discriminação em razão da orientação sexual.
  • Decreto Estadual que regulamenta políticas de promoção da diversidade e dos direitos humanos.

ONDE BUSCAR APOIO E INFORMAÇÕES

  • Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
  • Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.
  • Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo.
  • Defensoria Pública do Estado de São Paulo.
  • Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
  • Conselho Estadual dos Direitos da População LGBTQIA+.
  • Organizações da sociedade civil e coletivos culturais que atuam na promoção dos direitos humanos e da diversidade.

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