Pré-candidato a deputado estadual afirma que a tecnologia pode reduzir filas, acelerar atendimentos e levar orientação médica a regiões onde o acesso ainda é limitado.
Por Redação

Em meio aos desafios enfrentados diariamente pelos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), o jornalista, pesquisador e pré-candidato a deputado estadual por São Paulo, Leonardo Mascarenhas (PDT), apresentou uma proposta que pretende ampliar o acesso à saúde por meio da tecnologia. A principal ideia defendida por ele é a criação de um programa estadual de telemedicina em caráter emergencial, voltado para oferecer orientação médica inicial, triagem clínica e encaminhamento de pacientes, especialmente em situações de alta demanda nos serviços públicos.
Segundo Leonardo, a proposta não pretende substituir consultas presenciais, hospitais ou unidades básicas de saúde. O objetivo seria criar um sistema complementar, capaz de atender moradores de todas as regiões do estado por meio de plataformas digitais, reduzindo deslocamentos desnecessários e oferecendo uma primeira avaliação clínica para casos de menor complexidade.

Em entrevista à reportagem, o pré-candidato explicou que a pandemia acelerou a utilização da telemedicina no Brasil e demonstrou que a tecnologia pode ser uma aliada da saúde pública quando utilizada com planejamento, responsabilidade e protocolos bem definidos.
“A tecnologia precisa trabalhar a favor da população”
Pergunta: Por que defender um programa estadual de telemedicina?
Leonardo Mascarenhas: Porque São Paulo é um estado continental. Existem municípios pequenos, bairros periféricos e comunidades onde o acesso ao médico ainda representa horas de deslocamento ou longas filas de espera. A tecnologia não resolve todos os problemas da saúde pública, mas pode ajudar a organizar o atendimento e garantir que muitas pessoas recebam orientação médica rapidamente, principalmente em situações que não exigem atendimento presencial imediato.
“A proposta é ampliar o acesso, não substituir profissionais”
Pergunta: Há quem tema que a telemedicina substitua médicos e unidades de saúde.
Leonardo Mascarenhas: Essa não é a proposta. Pelo contrário. A telemedicina deve funcionar como uma porta de entrada inteligente. Casos simples poderiam receber orientação inicial, renovação de encaminhamentos quando permitido pela legislação e triagem clínica. Já situações mais graves continuariam sendo encaminhadas imediatamente para hospitais, UPAs e unidades básicas de saúde. O profissional de saúde continua sendo indispensável. A tecnologia apenas melhora a organização do sistema.
Integração com hospitais e prontuários digitais
Leonardo também defende que um eventual programa estadual seja integrado aos sistemas já existentes na rede pública, permitindo que o histórico do paciente acompanhe o atendimento, independentemente do município onde ele esteja.
Segundo ele, a digitalização das informações médicas pode reduzir retrabalho, evitar exames repetidos e facilitar a comunicação entre profissionais de diferentes unidades de saúde.
“Não faz sentido um paciente repetir toda a sua história clínica cada vez que muda de unidade. Precisamos usar a tecnologia para dar mais eficiência ao atendimento público”, afirmou.
Saúde pública e inovação caminham juntas
Para o pré-candidato, a inteligência artificial e as ferramentas digitais devem ser utilizadas como apoio ao trabalho das equipes de saúde, sempre respeitando critérios técnicos, éticos e a proteção de dados dos pacientes.
Ele defende que o Estado invista em infraestrutura tecnológica, capacitação de profissionais e ampliação do acesso à internet nas unidades públicas para tornar esse modelo viável.
“Não estamos falando de substituir pessoas por máquinas. Estamos falando de usar a tecnologia para que as pessoas sejam atendidas com mais rapidez, organização e dignidade.”
Projeto deverá ser debatido com especialistas
Leonardo afirma que, caso eleito, pretende apresentar um projeto de lei e discutir a proposta com médicos, enfermeiros, universidades, conselhos profissionais, gestores públicos e representantes da sociedade civil.
“Boas políticas públicas não nascem de decisões individuais. Elas precisam ser construídas ouvindo quem trabalha diariamente na saúde e quem utiliza os serviços. Meu compromisso é apresentar propostas responsáveis, baseadas em evidências e focadas em melhorar a vida da população paulista.”
Ao defender a telemedicina como ferramenta complementar para o atendimento emergencial e a organização do sistema de saúde, Leonardo Mascarenhas aposta na inovação como uma das estratégias para enfrentar um dos maiores desafios do Estado de São Paulo: garantir acesso mais rápido, eficiente e humanizado aos serviços públicos de saúde.




















































